08/02/2011 - 18h45
Ídolo português, Liedson volta ao Brasil em busca de 1º título de expressão
Carlos Padeiro
Em São Paulo
A chegada de Liedson ao Corinthians não significa que Ronaldo está ameaçado de perder seu lugar cativo no ataque. Essa é a avaliação do técnico Tite, que enxerga uma possível dupla entre os dois veteranos.
"Ele pode jogar ao lado [do Ronaldo] sim, pela característica de movimentação que apresenta. Podem fazer uma dupla", apontou o comandante corintiano
Na tarde desta terça-feira, o atleta de 33 anos foi apresentado oficialmente como principal reforço do clube de Parque São Jorge para 2011. Ao ser questionado sobre as suas metas nessa reta final de carreira, falou sobre a ambição por uma conquista nacional.
“Apesar de sete anos e meio em Portugal, onde fiz grandes temporadas e fui artilheiro, nunca ganhei um título de expressão. Essa foi a minha única mágoa, e falei isso na minha despedida lá. Vim para o Corinthians com esse pensamento. Aqui ganhei o Paulista em 2003, agora quero ganhar de novo e ganhar o Brasileiro”, comentou.
A eliminação na fase Pré-Libertadores, na semana passada, faz com que o time alvinegro dispute apenas o Estadual e o Nacional na atual temporada.
“Para mim, a motivação é igual. Sabia que existia a chance de não passar porque era um jogo eliminatório. Sabia que poderia vir para cá e não disputar a Libertadores. Mas a motivação é igual, estou disponível, trabalhando e quero jogar”, observou Liedson.
A primeira entrevista coletiva de Liedson em solo brasileiro chamou a atenção da imprensa portuguesa. Um jornalista de Portugal perguntou se o atleta faz planos de seguir na seleção europeia, e ele disse que não teve tempo de conversar com o técnico Paulo Bento sobre o assunto.
Concentrado para o jogo
Liedson vive a expectativa de estar em campo já nesta quarta-feira, contra o Ituano, às 22h, no Pacaembu. O jogador foi relacionado para a partida (atrasada da sexta rodada do Paulista) e espera o aval da CBF.“Não terei problema de adaptação. Comecei jogando aqui [no Brasil] e ganhei experiência lá [na Europa], onde você fica muito mais exposto, a marcação é mais pesada. Fui contratado para trabalhar e jogar. Já fiz os exames médicos e estou bem, lá era meio de temporada. Não haveria o porquê esperar se está tudo bem”, ponderou.
Na última sexta-feira, o atacante se despediu do Sporting com dois gols e foi homenageado.
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