sábado, 24 de setembro de 2011

APEOESP SP

Mais mortes dentro de uma escola pública. Até quando?

    O país, estarrecido, tomou conhecimento de mais um caso grave de violência no interior de uma unidade escolar. Desta vez foi na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo), onde uma criança de 10 anos entrou armada, atirou em uma professora em plena sala de aula e, em seguida, matou-se com um tiro na cabeça.
    O que deve nos preocupar e mobilizar toda a sociedade é o fato de que tem sido crescentes e cada vez mais graves os casos de violência nas escolas. De atos de indisciplina, agressões verbais e conflitos leves as ocorrências evoluíram para agressões físicas e agora,  uso de armas letais.
    Levantamentos realizados pela APEOESP e registros do nosso Observatório da Violência mostram a ocorrência de novos casos a cada mês, além de muitos outros que não são registrados. Recentemente, o professor Antonio Mário Cardoso da Silva, da Escola Estadual Soldado José Iamamoto, de Diadema (Grande São Paulo), conselheiro da nossa entidade, sofreu agressão física após conter um aluno que tentava ingressar na sala de aula após o horário e por ter chamado seus pais para conversar.
    É preciso que professores, pais e toda a sociedade construam uma verdadeira aliança em torno dessa questão, para reduzir drasticamente essa escalada de violência, cobrando das autoridades políticas educacionais que tornem a escola mais atraente para os alunos e, assim, capaz de cumprir a sua função social, que é a de educar para a cidadania.
    Para tanto a escola tem que ser dotada de equipamentos condizentes com os dias atuais, como, por exemplo, salas de informática,  nas quais os alunos possam realizar suas pesquisas, áreas de convivência, de cultura. Mais que isso, as escolas públicas precisam elaborar e executar projetos educacionais que atraiam os alunos e os incentivem a permanecer estudando. A escola pública atual, do ponto de vista estrutural e de projeto, ainda é praticamente a mesma desde o seu início no Brasil.
    A APEOESP tem realizado, nos últimos treze anos, campanhas contra a violência nas escolas. Queremos mais diálogo, mais segurança no entorno das unidades  uma gestão democrática que atraia a comunidade para ajudar a gerir a instituição e participe da definição de suas políticas. Mas também queremos mais funcionários nas escolas públicas, pois a política de economia de recursos e enxugamento do quadro de pessoal sobrecarrega os professores com tarefas que não são próprias de sua função. Não é papel do professor chamar a atenção do aluno que pretende entrar atrasado na escola. Deveria haver funcionários capacitados para isso, pois também são parte do quadro educativo.
    Desestimulado de frequentar uma escola que considera sem atrativos e distante de sua realidade e sem perspectivas, o aluno agride aquele que o chama a nela permanecer e estudar. Devemos buscar novas perspectivas para a escola pública, potencializar e generalizar projetos inovadores e bem sucedidos, para que a escola possa cumprir sua função social, sem que tenhamos que assistir novos casos de violência como os que vêm ocorrendo.
Maria Izabel Azevedo NoronhaPresidenta da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo)
Membro do Conselho Nacional  e do Fórum Nacional de Educação 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Grandes Economistas

Celso Furtado (26 de julho de 1920 - 20 de novembro de 2004) - Brasil
 Um dos mais importantes economistas brasileiros e um dos mais destacados intelectuais do país ao longo do século XX. Suas ideias sobre o desenvolvimento e o subdesenvolvimento divergiram das doutrinas econômicas dominantes em sua época e estimularam a adoção de políticas intervencionistas sobre o funcionamento da economia.
Celso Furtado faz parte dos pensadores brasileiros que consideram o subdesenvolvimento como uma forma de organização social no interior do sistema capitalista contrário à ideia de que seja uma etapa para o desenvolvimento, como podem sugerir os termos de país "emergente" e "em desenvolvimento".
Os países subdesenvolvidos tiveram, segundo Celso Furtado, um processo de industrialização indireto, ou seja, como consequência do desenvolvimento dos países industrializados. Este processo histórico específico do Brasil criou uma industrialização dependente dos países já desenvolvidos e, portanto, não poderia jamais ser superado sem uma forte intervenção estatal que redirecionasse o excedente, até então usado para o "consumo conspícuo" das classes altas, para o setor produtivo. Note-se que isto não significava uma transformação do sistema produtivo por completo, mas um redirecionamento da política econômica e social do país que levasse em conta o verdadeiro desenvolvimento social.

"Só vou mandar embora quando cometer um pecado muito grave", diz Andrés sobre Tite

Uol Esporte
O Corinthians, não resistiu a força do campeão da América. Sofrendo uma derrota no Estádio do Pacaembu
do domingo dia 18 de setembro de 2011. Houve falha da zaga. O time do Santos soube aproveitar as oportunidades, o time do Santos é muito rápido e toca muito bem a bola. Juscelino R Morais

O presidente Andrés Sanchez mantém a rotina de defender Tite após resultados negativos do Corinthians. Depois de sumir do Pacaembu na derrota para o Santos por 3 a 1, no último domingo, o mandatário falou com a imprensa na tarde desta segunda-feira e assegurou que o treinador segue no cargo, endossando o discurso da diretoria de futebol.
“Só vou mandar embora quando cometer um pecado muito grave. É um campeonato longo, de altos e baixos, e ele acerta mais do que erra, tem um aproveitamento que ninguém tem”, declarou Sanchez, durante o lançamento da Soccerex, evento mundial de negócios relacionados ao futebol.
O cartola explicou que deixou o Pacaembu às pressas porque estava muito nervoso e não queria passar pelo vestiário.
Sobre os torcedores que tentaram invadir o vestiário para cobrar Tite e os jogadores, Andrés afirmou que eles têm o direito de reclamar, porém não pode haver agressão. Disse que conversa com qualquer um, desde que seja algo organizado, com hora marcada.
“São amigos meus desde pequeno, eu sei quem são, já fui de torcida organizada. Pode protestar, só não pode ter agressão”, apontou.
Questionado se já teria procurado algum técnico para substituir Tite, o cartola descartou. “Isso é brincadeira, né?”

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Corinthians 2 x 1 Flamengo - Pacaembu São Paulo 08/09/2011 - Uol. Esporte

Liedson desencanta no Pacaembu, Corinthians vira sobre o Flamengo e segue no topo.

Liedson voltou a ser herói no Pacaembu, seu palco preferido para balançar as redes pelo Corinthians. O camisa 9 marcou dois gols e garantiu a vitória de virada por 2 a 1 sobre o Flamengo, na noite desta quinta-feira, resultado que mantém a equipe alvinegra na liderança do Campeonato Brasileiro.
O time carioca abriu o placar com Deivid, aos 28min do primeiro tempo. Só que Liedson fez as pazes com o gol e encerrou um jejum de mais de 70 dias sem marcar no Pacaembu (a última vez ocorrera durante a goleada por 5 a 0 sobre o São Paulo, em junho). Anotou aos 17min e aos 43min da etapa final
Com o triunfo em casa, o Corinthians retoma a liderança, que ficou com o São Paulo por pouco mais de 24 horas. O time do técnico Tite soma 43 pontos, contra 41 do rival do Morumbi e do Vasco.
Já o Flamengo acumula sete partidas sem vencer, tem 36 pontos e é o quinto colocado. A vaga para a Libertadores começa a ficar ameaçada, já que Fluminense e Palmeiras vêm atrás com 34.
No embalo do “bando de loucos”, os donos da casa tomaram conta da partida desde o primeiro minuto. Foram cinco jogadas de perigo antes dos 20min, com finalizações de Sheik, Paulinho e Alex.
Retraído na defesa, os visitantes sofreram para superar a forte marcação corintiana e chegaram pouco ao campo ofensivo. Entretanto, demonstraram mais eficiência.
Aos 22min, Liedson cabeceou com estilo, e Felipe fez uma grande defesa. Cinco minutos depois, o Flamengo respondeu com um chute de fora da área de Thiago Neves. Julio Cesar espalmou pela linha de fundo.
Na sequência, aos 28min, Ronaldinho Gaúcho cobrou escanteio fechado, Renato Abreu desviou de cabeça e Deivid, sozinho no segundo pau, só teve o trabalho de tocar para o gol vazio.
O time alvinegro acusou o golpe e passou a ter problemas para criar no ataque. “O time estava bem até o momento do gol. Precisamos de maturidade para voltar para o jogo”, comentou Emerson Sheik, na saída para o intervalo.
“Temos de procurar movimentar, trabalhar bem a bola. O que eles queriam conseguiram, que era um gol de bola parada. Não pode abaixar a cabeça”, analisou o capitão Chicão.
“Marcamos bem, mas precisamos perder menos a bola para chegar mais perto do gol do Julio Cesar”, opinou do outro lado o centroavante Deivid.
Na volta para o segundo tempo, a torcida corintiana gritou “vamos jogar bola, vamos jogar bola”.
Aos 11min, Tite tirou Jorge Henrique, apagado, para a entrada de Willian, e o time alvinegro cresceu. Aos 15min, Chicão carimbou o travessão em uma cobrança de falta.
Dois minutos depois, Alessandro jogou a bola na área, em cobrança de lateral, a defesa do Flamengo afastou mal, Liedson aproveitou a sobra e bateu de primeira, no canto do gol de Felipe.
O Corinthians cresceu, foi pra cima, e Felipe realizou grande defesa após chute forte de Willian, que invadiu a área pela direita após assistência de Alex.
Aos 43min, Willian cruzou da direita, Paulinho desviou de cabeça e Liedson finalizou de primeira.