segunda-feira, 26 de maio de 2014

Tabu quebrado com uma pequena goleada.

Tabu quebrado. Longo tempo. 
Uma ligeira alteração do 4-2-3-1 para um 4-4-2 com um dos meias com mais chegada pelo centro. Esse é o desenho tático ideal para o técnico Mano Menezes, e sacramentado como perfeito após a goleada por 4 a 1 sobre o Sport, neste domingo, pelo Brasileirão. Agora, Romarinho reassume papel decisivo no sistema de jogo e volta a funcionar como um dos protagonistas do Corinthians.
O novo desenho tático do Corinthians distancia cada vez mais Mano Menezes da alternativa com três volantes, utilizada no Paulistão. E mesmo assim o atual sistema tem até vaga para Elias, que só poderá atuar após a Copa do Mundo. E o reforço que veio do Sporting, de Portugal, poderá entrar em duas funções: ou na vaga de Bruno Henrique, como segundo volante, à frente de Ralf, ou na de Petros, mais adiantado, dividindo a armação com Jadson à frente dos dois volantes.
"Nós vamos manter a estrutura da equipe assim, quero uma equipe bem definida. Como o Paolo Guerrero vem saíndo um pouco mais da área, a gente precisa de um jogador de presença mais forte, que é o Romarinho. Nós sentimos que no momento a opção era essa. E eu vou manter a equipe", disse Mano, à Rádio Globo, após o jogo na Ilha do Retiro. Após tantas trocas de time em quatro.
Agora, em vez de dois pontas e um armador, Romarinho se transforma em um ponta de lança de chegada, pelo lado direito. Neste domingo, Paolo Guerrero, ainda centroavante, criou diversas jogadas partindo de fora da área, pelo lado esquerdo. Em uma delas, driblou dois adversários para encontrar o companheiro de ataque Romarinho na área, para marcar. Foi o quarto do Corinthians no jogo e o segundo de Romarinho. Os outros dois foram de Jadson, em cobranças de falta e pênalti. O camisa 10 ainda deu uma assistência.
A vitória sobre o Sport ainda fez Mano Menezes ressaltar marcos históricos: "A equipe foi consistente, a equipe criou, teve oportunidade, marcou gols. Quatro gols depois de 28 jogos no Brasileiro, ganhamos aqui na Ilha do Retiro com o Corinthians. A último vez do Corinthians tinha sido em 1998, e eu como técnico tinha sido em 2005, na Série B, com o Grêmio", disse.
Mano Menezes disse ainda que o Corinthians teve mais paciência para controlar o jogo: "Hoje a equipe teve mais maturidade para saber buscar espaço, o time da casa toma mais inciativa, o torcedor quer, mas o Corinthians foi muito competente para aproveitar bem os espaços. Acho que isso foi mais importante e é por isso que saímos com o resultado positivo", falou.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Mais um empate do Timão.

Nós torcedores do Corinthians. Não dá. Final de semana sofre derrota para o último colocado entre os vinte clubes que compõem a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Ontem cede empate ao Atlético do Paraná. Mano Menezes. Vamos lá. Atitude. Colocar o time para jogar. E não achar que um gol já é um ótimo resultado. Se isso acontece aos 47 minutos do segundo tempo antes do apito final do Juiz. Até que é aceitável. Mas, tentar garantir uma vitória só com um gol feito aos 13 minutos do segundo tempo. Não Mano.

Gazeta Esportiva. Net
Marcos Guedes
São Paulo (SP)
O Corinthians melhorou em relação à sua fraca atuação na derrota para o Figueirense e foi superior ao Atlético-PR na maior parte do jogo, mas não conseguiu vencer na noite de quarta-feira. A equipe vacilou demais na parte defensiva nos minutos finais, levou o empate por 1 a 1 e escapou de levar a virada.
O resultado no Canindé não foi o que esperava Mano Menezes, alvo da ira de boa parte dos torcedores ao término do jogo. “Mano, c..., fora do Timão!”, gritou muita gente, irritada com a terceira partida seguida sem vitória, a segunda em casa. Com nove pontos, a equipe está na faixa intermediária da tabela do Campeonato Brasileiro.
desempenho não foi dos piores no primeiro tempo, e o Corinthians chegou a um merecido gol aos 13 minutos da etapa final, em pênalti sofrido por Guerrero e batido por Jadson. As oportunidades de contra-ataque não foram aproveitadas, e a equipe tentou se segurar atrás nos minutos derradeiros.
Não conseguiu. Douglas Coutinho conseguiu perder um gol incrível, na pequena área, mas teve uma nova chance na sequência, aos 39, e empatou de cabeça. O centroavante ainda esteve perto da rede em um chute de fora da área, parando em um travessão que impediu uma revolta ainda maior dos corintianos.
Weverton para Corinthians no primeiro tempo
Em busca de uma melhora na criação das jogadas, Mano Menezes armou o Corinthians com três meias: Petros, Renato Augusto e Jadson. A ideia era que o time tocasse melhor a bola do que fez na derrota para o Figueirense, em Itaquera, e chegasse com frequência maior à área.
Não foi um primeiro tempo espetacular, mas a equipe, de fato, melhorou. Com boa participação de Guerrero na frente e uma atuação ativa de Renato Augusto, começaram a se multiplicar as faltas sofridas na intermediária. Jadson também tinha algum sucesso pela esquerda.
O Atlético-PR, comandado pelo interino Leandro Ávila, apostava na movimentação de Éderson na frente e buscava jogadas mais rápidas, com Bady e Marcos Guilherme. Não conseguiu nenhum lance de maior perigo e, a partir dos 20 minutos, passou a sofrer para conter ao adversário.
Na primeira chance do Corinthians, Jadson trabalhou com Fábio Santos, e Guerrero deu um toque inteligente após o cruzamento. Petros bateu forte, cruzado, e Weverton fez grande defesa. O goleiro voltou a trabalhar muito bem após falta batida por Jadson e cabeceio de Guerrero, buscando a bola no ângulo direito.
O time do Parque São Jorge ainda teve mais uma oportunidade, em escanteio batido por Jadson. A bola ficou viva na área e sobrou para Bruno Henrique, que bateu de primeira e não marcou por causa de um desvio na zaga. Mesmo assim, no intervalo, parte da torcida reclamou: “Vamos jogar bola, ô, ô, ô, ô!”.
Equipe alvinegra cresce; depois, bobeia
Mano trocou Renato Augusto por Romarinho no intervalo. O atacante entrou bem pelo lado esquerdo, deixando Jadson mais centralizado. A equipe voltou agressiva dos vestiários e contagiou os torcedores, que v
alorizram o comportamento e passaram a empurrá-la de maneira mais barulhenta.
O prêmio pelo comportamento foi o pênalti sofrido por Guerrero, que ganhou da marcação pela esquerda, invadiu a área e foi ao chão após o combate de Cleberson. Aos 13 minutos, Jadson fez uma boa cobrança, rasteira, no canto direito de Weverton, que saltou para o outro lado.
O gol fez o Atlético buscar mais o ataque do que vinha fazendo. Entraram Nathan e Douglas Coutinho. E o Corinthians, embora menos agressivo, conseguiu perigoso, com Romarinho levando vantagem sobre a marcação e os espaços aparecendo para os contra-ataques.
Houve algumas oportunidades para encaixar os contragolpes até que Mano resolvesse segurar a bola, com Danilo no lugar de Jadson. O Atlético passou a frequentar mais o campo de ataque e foi para cima com a entrada de Bruno Mendes, que, no primeiro lance, cruzou para Douglas Coutinho perder de cabeça na pequena área.
O enorme vacilo não acordou a defesa do Corinthians, que voltou a errar logo em seguida. Aos 39 minutos, Coutinho teve nova oportunidade, após cruzamento de Suéliton, e cabeceou no canto direito de Cássio. O centroavante ainda esteve perto de conseguir a virada, acertando o travessão em chute de fora da área.
Com o apito final de Marcelo de Lima Henrique, o público demonstrou enorme insatisfação. Muitos dos torcedores, que já haviam protestado contra o presidente Mário Gobbi e o preço dos ingressos no estádio de Itaquera, voltaram seus xingamentos para Mano Menezes.