segunda-feira, 20 de maio de 2013
Campeão Paulista de 2013. Em Plena Vila Belmiro-Santos/SP
Com o Paulista, Tite soma quatro títulos e iguala recorde no Corinthians
Gustavo Franceschini
Do UOL, em São Paulo
Tite é, ao lado de Osvaldo Brandão, o técnico que mais ergueu taças na história do Corinthians. Com a conquista do Paulista, no último domingo, o atual comandante alvinegro soma quatro títulos no clube, mesmo número do histórico treinador do fim da fila em 1977.
Desde que a segunda “era Tite” começou no Corinthians, o clube levou o Campeonato Brasileiro de 2011, a Libertadores e o Mundial de 2012 e agora ganha o Paulista desta temporada. Brandão, que esteve no comando do banco de reservas do Parque São Jorge em quatro oportunidades, também tem quatro taças, mas em torneios que não têm o mesmo peso daqueles conquistados por Tit
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Com Brandão, o Corinthians conquistou o Torneio Rio-São Paulo duas vezes (1954 e 1966) e dois Paulistas simbólicos. Em 1954, o Estadual do quarto centenário da cidade teve um peso especial e iniciou uma longa fila do clube, que só voltaria a levantar um caneco de peso em 1977, novamente com o mesmo treinador.
Além dos dois, outros 17 treinadores conquistaram títulos com o Corinthians. Depois da dupla Tite-Brandão está Rato, técnico do clube nos anos 1950 que soma três taças, Osvaldo de Oliveira, também campeão em três oportunidades (Paulista e Brasileiro de 1999 e Mundial em 2000) e Mano Menezes (Paulista e Copa do Brasil em 2009 e Série B do Brasileiro em 2008). Guido Giacominelli, Virgilio Montarini, Neco, Jorge Vieira, Nelsinho Baptista, Eduardo Amorim, Vanderlei Luxemburgo e Carlos Alberto Parreira foram campeões duas vezes cada.
Corinthians conquista Paulistão com empate, espanta crise e frustra tetra inédito de Neymar. Alexandre Pato homenageia Barbara Berlusconi e evita polêmica com Tite após título paulista
"Correr atrás daquele magrinho não é fácil", diz Alessandro sobre disputa direta com Neymar. Paulo André se estranha com Neymar: "Ele não gosta de apanhar, mas gosta de deixar o pé"
Tite também é quem garantiu ao Corinthians a sua segunda maior hegemonia. Só uma vez em sua história o clube conquistou mais de quatro títulos em um intervalo de três anos. Foi entre 2001 e 2003, quando Luxemburgo, Parreira e Geninho ganharam, somados, dois Paulistas, um Rio-São Paulo e uma Copa do Brasil.
Mesmo assim, Tite pode alcança-los. Eliminado da Libertadores, o Corinthians ainda disputará a Recopa, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro até o fim deste ano.
É a consagração de um técnico que se identificou com o clube e a torcida e já é um dos mais longevos da história corintiana. Hoje, Tite soma 228 partida à frente da equipe do Parque São Jorge, perdendo apenas para Rato (256) e o próprio Osvaldo Brandão (439).
“A bola segue. O Corinthians precisa qualificar sempre. Precisa contratar jogadores, respirar, recarregar as baterias e seguir em frente”, disse Tite após a conquista do Paulista.
Valeu Timão. Parabéns.
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De Poeta Todos Nós Temos Um Pouco:
NÃO É BEM ASSIM.
Entender o amor é tão difícil quanto ter prazer em sentir dor. Tão difícil quanto dizer que não ama a quem ama, é tentar apagar esta chama. Não entendo a maldade quase sempre confundo utopia com liberdade. É possível amar sem chorar? É possível ganhar sem lutar? Se é, então, é possível ser sem nascer e morrer sem viver. Citação: " A única coisa que sei é que nada sei" - Sócrates.
domingo, 5 de maio de 2013
Corinthians na Final com o Santos no Paulistão 2013
Ganso e L. Fabiano erram, Corinthians vence SP nos pênaltis e vai à final
Gustavo Franceschini e Mauricio Duarte
Do UOL, em São Paulo
A semifinal entre São Paulo e Corinthians teve toda a tensão e o equilíbrio que se espera de um clássico, mas não os devidos gols. Neste domingo, o jogo foi duro, equilibrado e pobre tecnicamente e terminou 0 a 0 no tempo normal. Nos pênaltis, o time do Parque São Jorge saiu-se melhor, venceu por 4 a 3, contou com erros de Ganso e Luis Fabiano e fará a decisão do Campeonato Paulista, contra o Santos, a partir do próximo fim de semana.
A decisão da vaga acontece de forma muito polêmica. Durante o jogo, os dois times se queixaram muito da arbitragem de Antônio Rogério do Prado, que anulou um gol de cada lado e foi acusado de inverter faltas. Na cobrança dos pênaltis, uma decisão dele interferiu diretamente no resultado. Na última cobrança corintiana, Rogério Ceni defendeu o chute de Alexandre Pato depois de se adiantar muito e o árbitro mandou voltar. Na segunda tentativa, o camisa 7 alvinegro fez, garantiu a vitória e levou os rivais à loucura.
Após a definição do resultado. Morteiros foram atirados em campo pela torcida e os jogadores do São Paulo cercaram a arbitragem revoltados com a marcação. A polícia teve de agir para conter a situação, que terminou sem maiores problemas.
Será o terceiro de Corinthians e Santos na decisão do Estadual desde 2009, quando o clube paulistano venceu o rival com direito a show de Ronaldo. Dois anos depois, em 2011, foi a vez dos praianos levarem a melhor, no segundo título da sequência atual de Neymar e companhia.
O resultado também dá ânimo para o Corinthians para o jogo contra o Boca Juniors, pelas oitavas da Libertadores, daqui a dez dias. Em casa, os atuais campeões do torneio continental precisam vencer os rivais argentinos para terem chance de seguirem vivos na disputa.
O São Paulo, por outro lado, segue sem o título paulista, que não vem desde 2005, ano do terceiro título mundial. Mais que isso, a derrota no clássico dá ao time três dias de muita pressão até o jogo de volta contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte. Na ida, no Morumbi, os mineiros venceram por 2 a 1.
Toda essa projeção para a Libertadores foi o tempero de um clássico em que os dois lados sabiam as consequências de uma derrota. Por isso mesmo, nem São Paulo nem Corinthians se lançaram muito para o ataque em nenhum momento do jogo, especialmente em seu início.
No primeiro tempo, o protagonista foi o árbitro Antônio Batista do Prado, que teve trabalho desde o início. O primeiro lance polêmico foi um pisão nítido de Romarinho em Wellington, que valeu o corintiano apenas um cartão amarelo, para desespero dos são-paulinos no Morumbi.
O lance acirrou o clima e qualquer disputa passou a ser motivo de discussão. Luis Fabiano, de um lado, e Romarinho, do outro, eram os que mais se aproximavam das confusões. A arbitragem, como um todo, também foi bastante exigida em lances importantes.
O primeiro foi um passe de Wellington para Luis Fabiano, que sairia de frente para Cássio, mas foi parado pelo impedimento marcado. Nos minutos seguintes, os dois times ainda teriam gols bem anulados pela arbitragem, com Luis Fabiano e Gil, respectivamente, que não ajudaram em nada a acalmar os ânimos dos atletas.
Com a bola no pé, no entanto, o São Paulo foi bem melhor. Os donos da casa sequer se ressentiram da perda de Osvaldo, que saiu de campo com dores no lado direito do corpo após uma queda de mau jeito. Com Ganso e Jadson inspirados, o time tricolor exigiu mais de Cássio e assustou, mesmo sem ter criado nenhuma lance clara de gol.
Do outro lado, o Corinthians parecia atuar em seu “modo fora de casa”. Como costuma fazer, a equipe alvinegra se preocupou mais em marcar do que agredir o rival, segurando o ímpeto inicial do Sâo Paulo. Esse panorama só mudou após o intervalo.
Já ambientado no Morumbi, o Corinthians passou a agredir mais. Antes dos 15 minutos da etapa final, por exemplo, o time alvinegro levou perigo duas vezes pelo alto e outra em um chute cruzado de Emerson, bem defendido por Rogério Ceni.
O São Paulo respondeu também por cima, com Paulo Miranda. Aos 21 minutos, uma falta cobrada da intermediária foi desviada pelo zagueiro-lateral, que exigiu de Cássio uma grande defesa no canto esquerdo. E foi só. Ao contrário do primeiro tempo, em que buscou bastante o gol rival, o time tricolor diminuiu bastante o ritmo, colaborando para um jogo chato.
Tite ainda tentou arriscar alguma coisa colocando Pato na vaga de Guerrero. Não surtiu efeito. Com a proximidade dos pênaltis, os dois times passaram a administrar o 0 a 0 sem pressa ou emoção.
Vamos lá Corinthians. Para cima do Santos. Buscar esse título.
De Poeta Todos Nós Temos Um Pouco:
NÃO É BEM ASSIM.
Entender o amor é tão difícil quanto ter prazer em sentir dor. Tão difícil quanto dizer que não ama a quem ama, é tentar apagar esta chama. Não entendo a maldade quase sempre confundo utopia com liberdade. É possível amar sem chorar? É possível ganhar sem lutar? Se é, então, é possível ser sem nascer e morrer sem viver. Citação: " A única coisa que sei é que nada sei" - Sócrates.
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