domingo, 27 de maio de 2012

Universitário "padrão" é mulher e estuda à noite, mostra Censo; UOL acompanha dia de aluna

 Carolina Cabrelli, 21, é estudante de nutrição na Uninove, em São Paulo. Ela é o "modelo" do aluno brasileiro de ensino superior: mulher, estuda em instituição privada e está fazendo bacharelado no turno noturno. Em um dia normal, Carolina acorda às 6h e sai de casa por volta das 7h Leonardo Soares/UOL

Ana Carolina Cabrelli, 21, acorda todos os dias às 6h da manhã para ir ao trabalho. Depois de uma hora dentro do transporte público de São Paulo, ela chega à fábrica onde faz estágio. O dia dela, no entanto, só termina por volta das 23h30, depois que ela volta da faculdade particular onde cursa nutrição.
Além de ter a rotina de boa parte dos estudantes brasileiros, Carolina é praticamente um “modelo” de aluna do ensino superior presencial do país, segundo estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais): mulher, frequenta uma instituição privada, faz bacharelado noturno e tem 21 anos.

Perfil do universitário brasileiro

Presencial A Distância
Sexo Feminino Feminino
Categoria Privada Privada
Grau Bacharelado Licenciatura
Turno Noturno --
Idade 21 29
Idade de ingresso 19 28
Idade de conclusão 23 31
  • Fonte: MEC/Inep
Os dados do Inep estão no Resumo Técnico do Censo da Educação Superior 2010. No ensino a distância, o perfil é semelhante: a aluna é mulher, tem 29 anos e faz uma licenciatura numa instituição privada.
Neste ano, o governo traçou um perfil do estudante brasileiro por curso. As mulheres “dominam” os cursos das áreas de educação, humanidades e artes, ciências sociais, negócios e direito, saúde e bem estar social e serviços. Já os alunos dos cursos de ciências, matemática e computação, engenharia, produção e construção e agricultura e veterinária são majoritariamente homens.

Turma de Carolina só tem mulheres

Carolina diz que se decidiu por nutrição ao manter contato com pessoas da área de saúde. Segundo ela, em sua turma, na Uninove (Universidade Nove de Julho), o perfil padrão se repete: só há meninas. “A maioria também acorda supercedo, vai trabalhar e dorme supertarde”, conta.
Ela diz se arrepender de não ter prestado vestibular para a USP (Universidade de São Paulo). “Não estudei pra isso e acho que deveria ter me dedicado mais pra tentar uma faculdade pública”, diz.
Mesmo feliz com a opção escolhida, a estudante diz ter dúvidas se escolheu o curso certo. “[Na época do vestibular] Não pensei em fazer outro curso. Agora, penso em fazer outra coisa. Gosto muito do que eu faço, mas não sei se foi a escolha certa. Às vezes, cogito fazer outro curso. Alguma coisa relacionada a marketing”, afirma.

Perfil do universitário por área - cursos presenciais

Educação Humanidades e artes Ciências sociais, negócios e direito Ciências, matemática e computação
Sexo Feminino Feminino Feminino Masculino
Categoria Privada Privada Privada Privada
Modalidade Presencial Presencial Presencial Presencial
Grau Licenciatura Bacharelado Bacharelado Bacharelado
Turno Noturno Noturno Noturno Noturno
Idade 21 21 21 21
Idade (ingresso) 19 19 19 19
Idade (concluinte) 23 22 23 22
Engenharia, produção e construção Agricultura e veterinária Saúde e bem estar social Serviços
Sexo Masculino Masculino Feminino Feminino
Categoria Privada Pública Privada Privada
Modalidade Presencial Presencial Presencial Presencial
Grau Bacharelado Bacharelado Bacharelado Tecnológico
Turno Noturno Integral Integral Noturno
Idade 20 21 21 20
Idade (ingresso) 19 18 19 19
Idade (concluinte) 23 23 23 22
  • Fonte:MEC/Inep
  • Para construção do perfi l do aluno, foi considerada a moda: medida de posição que identifi ca o atributo com maior frequência na distribuição dos aspectos selecionados

sábado, 26 de maio de 2012

Corinthians n a Libertadores 2012

Já estamos entre os quatros times classificados na Copa Libertadores. Agora que venha o Santos. O time do Santos é Bom, porém o Corinthians está bem melhor. Vamos lá Timão. Vamos buscar esse título. Nós mereçemos.
Juscelino rosa Morais

terça-feira, 22 de maio de 2012

(INDI) GESTÃO ESCOLAR: DECRETO 58.054/12 - EXPEDIENTE EM 08/06

(INDI) GESTÃO ESCOLAR: DECRETO 58.054/12 - EXPEDIENTE EM 08/06

sábado, 12 de maio de 2012

Uma publicação Uol SP, 12 de maio de 2012

De rainha do lar a supermulher, saiba como o papel de mãe evoluiu do século 19 até hoje
Heloísa Noronha
Do UOL, em São Paulo


  • Para as mães de hoje, o maior desafio é lidar com o excesso de informação e evitar o sentimento de culpa
  • De rainha do lar à amiga e confidente, da dificuldade em expressar o afeto até a culpa presente 24 horas por dia nos pensamentos, houve um longo caminho trilhado. E exercer a maternidade nunca foi tarefa das mais fáceis. Saiba por quais transformações esse papel passou ao longo das gerações e quais são os maiores desafios da mãe contemporânea.

    Fim do século 19: mãe autoritária
    O conceito de infância como uma fase peculiar da vida e com necessidades e anseios próprios passou a ser melhor assimilado. Até então, as crianças costumavam ser tratadas como pequenos adultos. Muitas, inclusive, trabalhavam. O olhar mais atento começa a modificar o relacionamento entre mãe e filho. “O afeto, porém, não é o que define essa relação, e sim a autoridade. Por outro lado, as mães dessa época não sofriam com a culpa”, diz a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro, autora do recém-lançado “A Culpa é da Mãe” (Summus Editorial).

    Décadas de 1910 e 1930: mãe do lar
    A função da mulher era cuidar da casa e dos filhos e viver à sombra do marido. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, porém, muitas passam a reivindicar o direito ao estudo e ao voto.

    Anos 1940: mãe que começa a trabalhar
    Com os maridos no campo de batalha por causa da Segunda Guerra Mundial, muitas mulheres começam a trabalhar fora para garantir o sustento dos filhos. E a maior parte enxerga a oportunidade como a primeira chance de experimentar o controle da própria vida.

    Anos 1950: mãe afetiva
    Há um retrocesso comportamental. Com os maridos de volta, as mulheres também retornam aos lares. É uma época de bastante conservadorismo e de valorização da família, da tradição e da virgindade. A aura de "comercial de margarina" esconde a frustração de ter que suportar uma existência sem grandes ambições. Para aplacar os anseios femininos, a moda esbanja glamour e a indústria inventa os mais incríveis eletrodomésticos. Ser dona de casa e mãe de família é o status vigente. Há uma grande aproximação afetiva com os filhos, que buscam o colo das mães como alento ao autoritarismo dos pais.

    Anos 1960: mãe independente
    A disseminação do uso da pílula anticoncepcional, criada no fim da década anterior, transforma o comportamento feminino de modo definitivo. A mulher passa a fazer sexo por prazer, e não mais como forma de procriar. Os movimentos estudantis, de moda e musicais na Europa se alastram mundo afora. As garotas querem tudo e mais um pouco –menos ficar em casa trocando fraldas e obedecendo às ordens do marido. Surgem novas oportunidades profissionais. Até então, os empregos femininos –professora, enfermeira, secretária– eram uma espécie de extensão do papel de "cuidadora" que a mulher assumia em casa.

    Anos 1970: mãe por prazer
    A relação entre homens e mulheres se torna mais igualitária, o que torna a maternidade mais prazerosa. Os pais passam a se tornar mais atuantes –essa participação inclui desde assistir ao parto até ajudar nos cuidados com o recém-nascido. A expansão do ensino universitário no Brasil abre novos horizontes para a mulher. Com a aprovação da lei do divórcio no país, em 1977, os modelos de família começam a se transformar.

    Anos 1980: mãe informada
    A mulher almeja sucesso profissional e disputa poder de igual para igual com os homens. Novos estudos, livros e pesquisas proporcionam mais informação sobre os cuidados com cada fase de desenvolvimento da criança. A mulher quer o melhor para seu filho em termos de ensino, alimentação, saúde, diversão.

    Anos 1990: mãe por opção
    Mais do que nunca, a maternidade se torna uma escolha pessoal da mulher, que começa a se sentir menos cobrada pela sociedade. As famílias passam a ser mais enxutas e o relacionamento entre mães e filhos se sustenta no diálogo –temas como sexo e drogas deixam definitivamente de ser tabus. Para a psicoterapeuta Sandra Samaritano, a avalanche de informações promovida pela internet também transforma as relações. “As mães precisam ficar muito mais atentas ao comportamento dos filhos e ao que eles estão fazendo ou buscando na rede”, diz.

    Anos 2000 até hoje: a super-mãe
    Mulheres chefes de família e que decidem ter filhos com mais de 35 anos se tornam cada vez mais comuns. O grande desafio da mãe contemporânea é lidar com o excesso de informação. “As mulheres não querem mais seguir os conselhos das próprias mães ou das sogras, mas ao mesmo tempo estão perdidas, sem referencial”, diz a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro. “Meu conselho é: não existe o certo e o errado, e sim o que é certo ou errado para você. Use sempre o bom senso e a intuição. Os filhos se sentem seguros quando a mãe não titubeia, quando está convicta do que quer e pensa”.
Outro dilema moderno é aprender a não virar refém da culpa de certas escolhas: trabalhar fora ou não, contratar babá ou deixar o filho na escolinha. “Não dá para ser 100% boa em todos os papéis: mulher, mãe, esposa, amiga, profissional... Ninguém tem estrutura física, biológica ou emocional para tudo isso nos dias de hoje”, diz Sandra Samaritano. O melhor é tentar estar totalmente presente naquilo que está fazendo, independente do tempo. Se tiver 15 minutos para brincar com o filho pequeno, entregue-se a isso. Se está numa reunião no trabalho, evite ficar pensando se a criança vem sendo bem cuidada na creche.
Como vantagem da evolução da maternidade, a psicóloga e mestre em gerontologia Sonia Fuentes vê a possibilidade de os filhos conviverem com uma mãe resolvida, autossuficiente, que não precisa ficar em um relacionamento desgastado em prol da família. “Hoje a mulher consegue assumir a condição de mãe sem ter um companheiro e sem ser tão julgada. Não há mais tantos empecilhos legais para tal e a mídia até reforça esse comportamento”, diz Sonia.
Juscelino Rosa Morais. Um feliz dias Mães, para todos as mães do Mundo.

domingo, 6 de maio de 2012

Uma publicação da Revista Cars. 3/5/2012

Na escadaria do casarão em estilo colonial que abriga festas, a cantora faz balanço de sua vida pessoal e profissional: das quadras de basquete à estrela da MPB.


 
 
 
O corpo esguio, a voz grave e os cabelos volumosos de Simone (62) fazem dela uma referência em presença de palco e personalidade. No entanto, apesar dos 40 anos de carreira celebrados neste ano, a cantora surpreende ao contar que até hoje sente verdadeiro pavor de encarar uma plateia. “Sou muito tímida. Sempre tive medo de me apresentar, e ainda tenho. Na verdade, é um sofrimento. (risos) Mas amo cantar e respeito meu público, então, tenho que pagar a prenda”, contou, na casa de festas Villa Riso, Rio, após voltar da turnê portuguesa do CD Em Boa Companhia. Formada em Educação Física e jogadora profissional de basquete na juventude, Simone lembra que enveredou pelo caminho da arte por acaso, apesar de a música ter sido uma paixão de infância. “Aos 22 anos, quando já tinha saído da Bahia para morar em São Paulo, conheci o Moacir Machado, gerente de marketing da extinta gravadora Odeon. Fui a um jantar na casa dele e cantei. Ele me perguntou se queria fazer um teste. Deu certo. Logo depois, em 1973, gravei o primeiro LP”, relembrou.
– Você chegou a ser convocada para a Seleção Brasileira. Foi difícil largar tudo pela música?
– A importância de estar na seleção sempre foi enorme, mas, há 40 anos, o esporte não era difundido como hoje. Não se ganhava para jogar, era só ajuda de custo. Amava o basquete, só que a música bateu mais forte. Lembro da primeira vez em que fui ver um show do Milton Nascimento, enlouqueci.
– O que você faz para se manter assim, bem fisicamente?
– Caminho e comecei a fazer yoga. Não gosto de doce ou de fritura e só como grelhados porque minha digestão é lenta. Mas sou literalmente viciada em pipoca. (risos) Levo até meu pacote sem gordura trans para o cinema. Acho que estou bem. Media 1,80m, mas já devo ter encolhido um pouco, e peso 67kg. Engordei uns 10kg com a menopausa, o que considero bom. Depois de certa idade, não dá para ser muito magra.
– É mais vaidosa hoje em dia?
– Nunca fui de me olhar muito no espelho. Esqueço mesmo.
– Nos shows, você usa branco e entra com o pé esquerdo. O que há de religião ou superstição?
– Fui criada na Igreja Católica, mas vejo Deus materializado na natureza. Segui durante algum tempo a Fraternidade Branca, espécie de comunhão voltada para as cores. Na verdade, sou bem ignorante em matéria de religião. Por incrível que pareça, nunca fui a um candomblé, mesmo sendo baiana, mas rezo todos os dias um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.
– Tem vontade de voltar às raízes e morar na Bahia?
– Gosto muito de ir para lá. A Bahia tem um cheiro gostoso, muito próprio... Mas morar de vez é difícil. Estou bem no Rio.
– Você está namorando?
– Estou solteira. Gosto de mim e não tenho o menor problema em ficar sozinha. É bom ter alguém quando essa pessoa soma. Solidão a dois, não.
Comentário:
Juscelino. Simone você cada vez melhor. Bjs.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Revista “VIP” faz lista de times do coração de narradores, repórteres e comentaristas de futebol

Veja abaixo a lista divulgada pela revista:
Globo
Abel Neto – Santos
Arnaldo César Coelho – Flamengo
Caio Ribeiro – São Paulo
Casagrande – São Paulo
Cléber Machado – Santos
Fernanda Gentil – Flamengo
Galvão Bueno – Flamengo
José Roberto Wright – Fluminense
Luís Roberto – São Paulo
Mauro Naves – Corinthians
Milton Leite – Corinthians
Tiago Leifert – São Paulo
Band
Edmundo – Vasco
Luciano do Valle – Ponte Preta
Mauro Beting – Palmeiras
Milton Neves – Santos
Neto – Corinthians
Nivaldo Prieto – Palmeiras
Osmar de Oliveira – Corinthians
ESPN Brasil
André Kfouri – Corinthians
André Plihal – São Paulo
Arnaldo Ribeiro – São Paulo
Cícero Melo – Fluminense
Fernando Calazans – Flamengo
Gian Oddi – Palmeiras
João Carlos Albuquerque – Santos
João Palomino – São Paulo
José Trajano – América-RJ
Juca Kfouri – Corinthians
Leonardo Bertozzi – Atlético-MG
Lúcio de Castro – Flamengo
Márcio Guedes – Botafogo
Mauro Cezar Pereira – Flamengo
Paulo “Amigão” Soares – São Paulo
Paulo Calçade – Corinthians
Paulo Vinícius Coelho – Palmeiras
Rodrigo Rodrigues – Flamengo
SporTV
Alberto Helena Jr. – São Paulo
Alex Escobar – Vasco ou América-RJ
André Lofredo – Corinthians
André Rizek – Corinthians
Carlos Cereto – Corinthians
Lédio Carmona – Vasco
Luis Carlos Jr. – Fluminense
Marcelo Barreto – Flamengo
Mauricio Noriega – Palmeiras
Paulo César Vasconcelos – Botafogo
Renato Mauricio Prado – Flamengo