quinta-feira, 7 de abril de 2011

Uma Publicação da Folha.com 07/04/2011

Massacre Em Uma Escola No Rio de Janeiro  
07/04/2011 - 11h30

Invasão em escola no Rio repercute na imprensa mundial

DE SÃO PAULO
Atualizado às 11h43.
A notícia sobre a invasão de uma escola no Rio de Janeiro já repercutiu em sites noticiosos do mundo. Até às 13h40, a informação oficial era de que 11 pessoas morreram e 18 ficaram feridas.
A escola municipal Tasso da Silveira fica na região de Realengo (zona oeste do Rio) e atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação. São 999 alunos, sendo 400 no período da manhã, de acordo com a secretaria.
LE FIGARO
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Reprodução de site
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Edição do periódico francês compara tragédia no Rio com os ataques frequentes nas escolas dos Estados Unidos. "É um drama que tem sido visto a partir de desdobramentos de episódios ocorridos nos Estados Unidos. Desta vez, foi na na cidade brasileira do Rio de Janeiro que um homem abriu fogo em uma escola.
Segundo os bombeiros, o tiroteio resultou na morte de pelo menos 12 pessoas e teria deixado 22 feridos. Entre os mortos está o atirador, mas as circunstâncias da sua morte ainda não foram esclarecidas. Alguns meios de comunicação dizem que ele cometeu suicídio, outros que ele foi baleado.
O atirador era ex-aluno da escola, agora com 23 anos. De acordo com informações preliminares, ele entrou na escola com uma mochila e disse que iria dar uma palestra e abriu fogo em uma sala de aula. Ele deixou uma carta na qual ele disse que queria cometer suicídio."
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GUARDIAN
O britânico "The Guardian", cuja a manchete das 12h10 (horário de Brasília) era "Rio school shooting leaves up to 20 children dead". Na tradução literal, "Tiroteio em escola no Rio deixa 20 crianças mortas.
No entanto, a confirmação oficial é de 13 mortos, segundo o Corpo de Bombeiros, reporta o site britânico.
Segundo a publicação, testemunhas disseram que os tiros começaram do lado de fora da escola por volta das 8h30 e atingiram dois meninos, um na cabeça e o outro no braço.
EL PAÍS
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Reporta que um ex-aluno invadiu a escola e atirou mais de 100 vezes, matando 13, em uma sala com 40 estudantes, onde uma professora dava aula de português.
Um grupo de policiais, que estava em uma operação na região contra o transporte clandestino, viu uma criança ensanguentada saindo da escola e entrou no local atrás do jovem assassino que se refugiuou no segundo andar. O policial disparou na perna do atirador, que em segudisa se deu um tiro na cabeça e morreu.
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CNN
A rede de TV norte-americana CNN publicou com destaque em seu site que 13 alunos morreram, mas que a motivação do ataque ainda não estava clara.
O homem chegou a fugir, mas policiais militares que estavam atendendo a ocorrência trocaram tiros com o assassaino que foi baleado na perna e depois atirou na própria cabeça.
Houve relatos de que ele deixou uma carta, em que menciona ser portador do vírus da Aids.
NEW YORK TIMES
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A versão internacional do "The New York Times", o "International Herald Tribune", destaca que 12 alunos morreram, mas que a motivação do ataque ainda não está clara.
A edição usa como fontes redes de TV brasileiras para afirmar que um porta-voz do Corpo de Bombeiros confirmou que houve mortes, mas não sabia informar quantas. Ela falou sob condição de anonimato porque não estava autorizado a discutir o assunto.
Segundo relatos, pais correram apavoradas para a escola e as imagens de televisão mostraram muitas pessoas chorando e gritando para obter informações sobre seus filhos.
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CLARÍN
O jornal portenho informa que tragédia no Rio deixou 9 crianças mortas e 17 feridos após a invasão de um homem desequilibrado que atirou contra os alunos e uma professora. Segundo testemunhas, uma pessoa conseguiu fugir e avisar a polícia.
O jornal repercute uma declaração do coronel da PM Evandro Bezerra, que teria afirmado que "muitas perfurações [das balas] atingiram a cabeça

Um comentário:

Prof. Luciano disse...

A bestialidade humana é infinita...

E num Estado onde tudo é relegado à posteridade, tudo que é importante é deixado de lado, casos como este trazem à tona uma comoção ainda maior...

Lamentemos as mortes de jovens tão indefesos. Tomemos isto como exemplo para melhoarmos. Levantemos a cebeça e vamos adiante... Há muito o que fazer!

(Prof. Luciano)