02/04/2011 - 10h36
A epidemia de conjuntivite começou no litoral, subiu a serra e se espalhou pelo interior do Estado de São Paulo.
Na cidade de São Paulo foram notificados 119 mil casos entre 1º de fevereiro e 25 de março, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde.
O principal vetor é o vírus Coxsackie A 24, mais resistente ao sistema de defesa do corpo e muito contagioso.
O contato com alguém infectado ou objeto contaminado pode fazer aparecer, em poucos dias, vermelhidão, coceiras e irritação nos olhos.
"Eu atendia de dez a 20 pacientes por mês. Agora, chegam até 40 por dia", diz Arnaldo Gesuele, do hospital Beneficência Portuguesa.
Segundo esse oftalmologista, a concentração de pessoas no Carnaval ajudou a espalhar a doença pelo Estado.
"Não existe um antivírus. Tratamos os sintomas e controlamos as condições de a doença se desenvolver", diz.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) recomenda que a pessoa com conjuntivite lave os olhos com água mineral ou filtrada e evite compartilhar objetos como toalhas, colírios e maquiagem.
A entidade desaconselha compressas de água boricada ou soro fisiológico. "Além de não produzirem mais benefícios do que a água fria, podem trazer efeitos colaterais", alerta Adamo Lui Netto, coordenador de oftalmologia do órgão.
A água boricada contém ácido bórico, que pode causar alergia nas pálpebras. O soro tem cloreto de sódio, que pode irritar mais o olho.
O principal é a temperatura da compressa: deve ser a da porta da geladeira.
Colírio lubrificante também ajuda, mas um sem conservantes, para não dar alergia, diz Daniella Fairbanks, oftalmologista do São Luiz.
Casos notificados de conjuntivite somam 119 mil em São Paulo
GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
A epidemia de conjuntivite começou no litoral, subiu a serra e se espalhou pelo interior do Estado de São Paulo.
Na cidade de São Paulo foram notificados 119 mil casos entre 1º de fevereiro e 25 de março, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde.
O principal vetor é o vírus Coxsackie A 24, mais resistente ao sistema de defesa do corpo e muito contagioso.
O contato com alguém infectado ou objeto contaminado pode fazer aparecer, em poucos dias, vermelhidão, coceiras e irritação nos olhos.
"Eu atendia de dez a 20 pacientes por mês. Agora, chegam até 40 por dia", diz Arnaldo Gesuele, do hospital Beneficência Portuguesa.
Segundo esse oftalmologista, a concentração de pessoas no Carnaval ajudou a espalhar a doença pelo Estado.
"Não existe um antivírus. Tratamos os sintomas e controlamos as condições de a doença se desenvolver", diz.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) recomenda que a pessoa com conjuntivite lave os olhos com água mineral ou filtrada e evite compartilhar objetos como toalhas, colírios e maquiagem.
A entidade desaconselha compressas de água boricada ou soro fisiológico. "Além de não produzirem mais benefícios do que a água fria, podem trazer efeitos colaterais", alerta Adamo Lui Netto, coordenador de oftalmologia do órgão.
A água boricada contém ácido bórico, que pode causar alergia nas pálpebras. O soro tem cloreto de sódio, que pode irritar mais o olho.
O principal é a temperatura da compressa: deve ser a da porta da geladeira.
Colírio lubrificante também ajuda, mas um sem conservantes, para não dar alergia, diz Daniella Fairbanks, oftalmologista do São Luiz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário