06/05/2011 - 11h18
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta sexta-feira que o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de abril mostra que a inflação no Brasil já está desacelerando. O índice registrou inflação de 0,77% em abril, praticamente estável em relação a março, quando a variação foi de 0,79%. Segundo Mantega, o IPCA de abril já apresenta uma queda e está abaixo das expectativas do mercado.
"Ele ainda está alto, porém, já mostra uma tendência de queda da inflação. O pior momento da inflação está passando, está sendo deixado para trás em abril e a partir de maio os preços vão começar a cair no Brasil, de modo que a inflação estará sob controle", afirmou o ministro.
Inflação chega 6,51% em 12 meses e supera meta do governo
Alta dos combustíveis impede desaceleração do IPCA em abril
Nos últimos 12 meses, encerrados em abril, o IPCA registrou variação de 6,51% --superior ao centro da meta do governo, de 4,5%, e acima do teto, que prevê dois pontos de tolerância (6,5%). Mesmo com esse resultado, Mantega acredita que o índice ainda está dentro do centro da meta.
"Não passou tecnicamente, porque 6,51% é considerado dentro da meta. De qualquer maneira, nós estamos falando dos últimos 12 meses. O que interessa para nós é a inflação de janeiro a dezembro, essa que interessa. E essa não vai passar do limite da meta. O que mais importa é olhar para frente e não olhara para trás", declarou.
Mantega disse ainda que o grande vilão de abril foram os combustíveis, especialmente o etanol e a gasolina, que em abril tiveram aumento de 11,20% e 6,21% respectivamente.
"O vilão de abril foram os combustíveis. A boa noticia é que no mês de maio eles já estão caindo, porque começou a safra. O preço do etanol ao produtor caiu bastante e logo mais chegará a bomba. Portanto, já teremos uma queda no preço da gasolina e do etanol".
O ministro da Fazenda citou outros fatores que influenciaram na queda da inflação, como o preço das commodities que está caindo no mercado internacional e o setor de serviços que também já mostra uma desaceleração.
"No Brasil, a safra agrícola já começou e os preços dos alimentos estão caindo e, daqui para a frente, mais ainda. Estamos no chamado ponto de inflexão, ou seja, revertendo, num momento em que muda a direção da inflação para baixo", disse.
OSAMA BIN LADEN
Mantega comentou a captura e morte do terrorista Osama Bin Laden. Para ele, o ocorrido no último domingo é um evento político que pode ajudar na recuperação da economia americana.
"Talvez agora, com esse evento político que aconteceu, haja alguma mudança no ânimo dos americanos. Parece que estão mais otimistas e irão ao consumo e isso pode mobilizar a economia. A economia americana está andando de lado, com previsão de crescimento de 2,8% este ano. Quem sabe agora eles não avancem um pouco mais?", declarou.
IPCA de abril já mostra queda na inflação, diz Mantega
ANA CAROLINA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA
DE BRASÍLIA
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta sexta-feira que o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de abril mostra que a inflação no Brasil já está desacelerando. O índice registrou inflação de 0,77% em abril, praticamente estável em relação a março, quando a variação foi de 0,79%. Segundo Mantega, o IPCA de abril já apresenta uma queda e está abaixo das expectativas do mercado.
"Ele ainda está alto, porém, já mostra uma tendência de queda da inflação. O pior momento da inflação está passando, está sendo deixado para trás em abril e a partir de maio os preços vão começar a cair no Brasil, de modo que a inflação estará sob controle", afirmou o ministro.
Inflação chega 6,51% em 12 meses e supera meta do governo
Alta dos combustíveis impede desaceleração do IPCA em abril
Nos últimos 12 meses, encerrados em abril, o IPCA registrou variação de 6,51% --superior ao centro da meta do governo, de 4,5%, e acima do teto, que prevê dois pontos de tolerância (6,5%). Mesmo com esse resultado, Mantega acredita que o índice ainda está dentro do centro da meta.
"Não passou tecnicamente, porque 6,51% é considerado dentro da meta. De qualquer maneira, nós estamos falando dos últimos 12 meses. O que interessa para nós é a inflação de janeiro a dezembro, essa que interessa. E essa não vai passar do limite da meta. O que mais importa é olhar para frente e não olhara para trás", declarou.
Mantega disse ainda que o grande vilão de abril foram os combustíveis, especialmente o etanol e a gasolina, que em abril tiveram aumento de 11,20% e 6,21% respectivamente.
"O vilão de abril foram os combustíveis. A boa noticia é que no mês de maio eles já estão caindo, porque começou a safra. O preço do etanol ao produtor caiu bastante e logo mais chegará a bomba. Portanto, já teremos uma queda no preço da gasolina e do etanol".
O ministro da Fazenda citou outros fatores que influenciaram na queda da inflação, como o preço das commodities que está caindo no mercado internacional e o setor de serviços que também já mostra uma desaceleração.
"No Brasil, a safra agrícola já começou e os preços dos alimentos estão caindo e, daqui para a frente, mais ainda. Estamos no chamado ponto de inflexão, ou seja, revertendo, num momento em que muda a direção da inflação para baixo", disse.
OSAMA BIN LADEN
Mantega comentou a captura e morte do terrorista Osama Bin Laden. Para ele, o ocorrido no último domingo é um evento político que pode ajudar na recuperação da economia americana.
"Talvez agora, com esse evento político que aconteceu, haja alguma mudança no ânimo dos americanos. Parece que estão mais otimistas e irão ao consumo e isso pode mobilizar a economia. A economia americana está andando de lado, com previsão de crescimento de 2,8% este ano. Quem sabe agora eles não avancem um pouco mais?", declarou.
06/05/2011 - 09h04
Inflação: preços sobem 6,51% em 12 meses e ultrapassam meta do governo, diz IBGE
Da Redação, em São Paulo
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou alta de 0,77% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6).
Nos últimos 12 meses, o índice está acumulado em 6,51%, valor levemente superior à meta de 6,5% para o ano.
É a primeira vez desde junho de 2005 em que a taxa em 12 meses supera o teto estabelecido pelo governo. No acumulado do ano, o índice já subiu 3,23%. A inflação de 0,77% em abril representa uma leve desaceleração em relação à registrada em março (0,79%).
O combate à inflação se tornou um dos principais objetivos do governo. Para este ano, o centro da meta de inflação perseguido pelo Banco Central é de 4,5%. O mercado, porém, prevê inflação de 6,37%, mas não descarta totalmente a possibilidade de o índice deste ano superar o teto de 6,5%.
A última vez em que isso ocorreu foi em 2002, quando a inflação foi de 12,53% e o teto era de 5,5%. Em 2003 e 2004 a meta teve que ser ajustada para cima para evitar novos rompimentos.
O próprio BC em relatório elevou a estimativa para a inflação neste ano de 5% para 5,6%. No ano passado, a inflação foi de 5,91%, a maior registrada no país desde 2004.
O centro da meta pode ter variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, a inflação poderia ir de 2,5% a 6,5%. O índice de 4,5% é chamado de centro, pois está bem no meio dos extremos.
O temor de uma forte alta nos preços em 2011 tem feito com que o governo tente controlar a inflação por meio da política monetária. Ou seja, subindo a taxa básica de juros, a Selic.
Ao elevar os juros, o objetivo é desestimular o consumo e, assim, evitar que os preços subam. Em abril, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu elevar a taxa básica de juros (a Selic) para 12% ao ano.
Com a nova elevação, a Selic atingiu seu maior nível desde janeiro de 2009, quando era de 12,75%.
Em abril, somente o etanol ficou 11,2% mais caro. Acompanhando o aumento do derivado de cana-de-açúcar, a gasolina também está mais cara para o consumidor, por registrar alta de 6,26% somente neste mês.
No acumulado do ano, o índice mostra forte aumento de 9,58% no preço do litro do derivado de petróleo e de 31,09% no valor do etanol. Em 12 meses, o valor do etanol disparou 42,88% e o da gasolina, 11,68%.
"Produtos importantes com preços em queda contribuíram para a redução do resultado do grupo no mês, a exemplo do tomate, do açúcar cristal, do arroz e das carnes", disse o IBGE em nota.
Além desse grupo, outros quatro dentro os nove que formam o IPCA tiveram desaceleração em abril em relação a março: artigos de residência, com queda de 0,62% agora ante alta anterior de 0,21%; despesas pessoais, que passou de alta de 0,78% em março para 0,57%; educação, de 1,04% para 0,09%; e comunicação, de 0,17% de alta para estabilidade.
Nos últimos 12 meses, o índice está acumulado em 6,51%, valor levemente superior à meta de 6,5% para o ano.
É a primeira vez desde junho de 2005 em que a taxa em 12 meses supera o teto estabelecido pelo governo. No acumulado do ano, o índice já subiu 3,23%. A inflação de 0,77% em abril representa uma leve desaceleração em relação à registrada em março (0,79%).
O combate à inflação se tornou um dos principais objetivos do governo. Para este ano, o centro da meta de inflação perseguido pelo Banco Central é de 4,5%. O mercado, porém, prevê inflação de 6,37%, mas não descarta totalmente a possibilidade de o índice deste ano superar o teto de 6,5%.
O próprio BC em relatório elevou a estimativa para a inflação neste ano de 5% para 5,6%. No ano passado, a inflação foi de 5,91%, a maior registrada no país desde 2004.
O centro da meta pode ter variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, a inflação poderia ir de 2,5% a 6,5%. O índice de 4,5% é chamado de centro, pois está bem no meio dos extremos.
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Ao elevar os juros, o objetivo é desestimular o consumo e, assim, evitar que os preços subam. Em abril, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu elevar a taxa básica de juros (a Selic) para 12% ao ano.
Com a nova elevação, a Selic atingiu seu maior nível desde janeiro de 2009, quando era de 12,75%.
Combustíveis pesam
A leve desaceleração da inflação em em abril na comparação com março poderia ter sido maior, mas as elevações dos preços dos combustíveis impediu essa redução.Em abril, somente o etanol ficou 11,2% mais caro. Acompanhando o aumento do derivado de cana-de-açúcar, a gasolina também está mais cara para o consumidor, por registrar alta de 6,26% somente neste mês.
No acumulado do ano, o índice mostra forte aumento de 9,58% no preço do litro do derivado de petróleo e de 31,09% no valor do etanol. Em 12 meses, o valor do etanol disparou 42,88% e o da gasolina, 11,68%.
Alimentos arrefecem
No mês passado, os preços do grupo alimentação e bebidas subiram 0,58%, abaixo da alta de 0,75% de março."Produtos importantes com preços em queda contribuíram para a redução do resultado do grupo no mês, a exemplo do tomate, do açúcar cristal, do arroz e das carnes", disse o IBGE em nota.
Além desse grupo, outros quatro dentro os nove que formam o IPCA tiveram desaceleração em abril em relação a março: artigos de residência, com queda de 0,62% agora ante alta anterior de 0,21%; despesas pessoais, que passou de alta de 0,78% em março para 0,57%; educação, de 1,04% para 0,09%; e comunicação, de 0,17% de alta para estabilidade.
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