Hugh Jackman: "Amo a Copa do Mundo"
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Hugh Jackman é um homem que dispensa apresentações. Astro do cinema e celebridade, o australiano de 44 anos ganhou fama e notoriedade mundial com uma brilhante carreira como ator, estrelando vários sucessos hollywoodianos.
Jackman coleciona premiações, tendo obtido mais uma na semana passada, o prêmio Ícone de Ouro no Festival de Cinema de Zurique. Foi durante a passagem pela Suíça para esse evento que o protagonista de X-Men, Les Miserables e Wolverine se entregou à sua outra grande paixão, em entrevista exclusiva com o FIFA.com.
Jackman contou que, na verdade, quando era pequeno, em vez de brilhar nos palcos e telas de cinema, queria mesmo era ser jogador de futebol. Em um bate-papo animado, o australiano nascido em Sydney também revelou que está ansioso pela Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™ e por mais uma presença da sua amada seleção no maior torneio do esporte.
FIFA.com: Então, a Austrália estará na Copa do Mundo pela quarta vez...
Hugh Jackman:
 Ainda não me acostumei com isso. Quero dizer, nós australianos crescemos assistindo à Copa do Mundo, mas nunca achávamos que a Austrália iria participar. Ao longo dos últimos anos, a seleção vem sendo incrível, o que acho ótimo, porque os jovens estão crescendo pensando que (se classificar para a Copa do Mundo) é normal. Nesse caso, sucesso gera sucesso.
Podemos supor que você assistirá à Copa do Mundo no Brasil, então? É claro. Para ser exato, espero estar no Brasil para assistir à Copa. Sou uma dessas pessoas que, quando me oferecem coisas só por ser famoso, digo "não, não quero, não estou interessado". Mas ingressos? Claro! Com toda a certeza! Restaurantes e ingressos para jogos de futebol, esse sou eu. Por esse motivo eu me vendo, pode apostar! (risos)

Você gosta tanto assim de futebol? 

Eu amo a Copa do Mundo. Para mim, os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo são as melhores competições internacionais que temos. Joguei futebol até os dez anos antes de trocar pelo rúgbi, mas tem algo que eu acho muito bonito no esporte. O meu filho está jogando futebol agora, e eu sou o auxiliar técnico — bom, na verdade, estou mais para auxiliar do auxiliar — da equipe dele. E, para mim, qualquer coisa que acontece uma vez a cada quatro anos, e aquele caldeirão de pressão que vem junto (da Copa do Mundo), é algo que me inspira e me anima.

Bem, imaginemos que a Austrália avance muito no torneio, mas acabe sendo eliminada. Por que outra seleção você torceria? 
Brasil. Eu sempre amei o Brasil, embora, acredito eu, nem sempre tenha torcido por ele. Mas fico imaginando a pressão que os jogadores da seleção brasileira devem sentir. Eu sei que o esporte é como uma religião na Austrália, mas não é nada como o futebol no Brasil. Portanto, se esses jogadores vencessem a Copa do Mundo em casa, trariam muito orgulho para o seu país. Isso mudaria vidas. Além disso, as cores do Brasil se parecem com as da Austrália, então é fácil torcer!
Se tivesse de escolher entre a Austrália vencer a Copa do Mundo e você ganhar um Oscar, o que escolheria? Uau. Perguntas boas e difíceis! Posso facilitar e dizer que estou jogando pela Austrália? (risos) É que eu quero os dois! Não, eu não espero nada, e tudo o que vem é um bônus. É mais fácil para mim, com a idade que tenho e tendo crescido como torcedor de futebol na Austrália, não esperar que ganhemos a Copa do Mundo. Acho que é bom ser o azarão em todas as situações.
Wolverine é um dos seus papéis mais famosos. Você acha que ele poderia ter se tornado um bom goleiro? Não, ele ficaria estourando e rasgando a bola. Além disso, nos quadrinhos, ele tem só 1,60m, e não tem muitos goleiros de 1,60m por aí. Mas acho que daria um bom meio-campista. Faria uns estragos seríssimos. O Messi pensaria: "Acho que vou passar a bola para outro cara. Não quero enfrentá-lo."
E se você tivesse de jogar por uma seleção na Copa do Mundo, qual seria? A Austrália, é claro! Eu sou australiano, cresci jogando críquete e rúgbi, e uma das maiores emoções — uma das coisas mais assustadoras, também — que eu já vivi foi cantar o hino nacional antes de uma partida de rúgbi contra a Nova Zelândia. Lembro-me de ficar em pé ao lado da equipe e apenas estar ali, tão perto, foi emocionante. Cresci apaixonado pelos esportes. Eu não sonhava em ser ator, mas sim em jogar o meu esporte ou qualquer esporte pelo meu país. Mas a verdade é que eu não era bom o suficiente.