23/12/2013
Apenas 20ª há dez anos, seleção feminina de handebol dá salto até título inédito
PAULO ROBERTO CONDE
DE SÃO PAULO
Em dez anos, a seleção brasileira feminina de handebol deu um salto raramente visto e entrou para a história.
A mesma camisa verde e amarela que amargou uma 20ª posição no Mundial de 2003 obteve neste domingo o título de melhor do planeta.
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Com uma vitória por 22 a 20 sobre a Sérvia, perante 19.467 espectadores em Belgrado, capital do país do time adversário, o Brasil conquistou um inédito e incontestável título mundial. Disputou nove partidas e venceu todas elas.
Para não deixar dúvidas a respeito de sua superioridade, enfileirou duas vitórias sobre a Dinamarca, tricampeã olímpica entre 1996 e 2004, na primeira fase e na semifinal.
Também passou por rivais como a Hungria, contra quem obteve seu triunfo mais difícil: 33 a 31, nas quartas de final, após duas prorrogações.
Teve a melhor jogadora da competição (Duda Amorim) e a melhor goleira (Bárbara).
E deu-se ao luxo de ver a melhor jogadora do mundo, a ponta Alexandra Nascimento, fora da seleção do torneio.
Se ficou fora da lista das estrelas da competição, coube a Alexandra marcar seis dos 22 gols que definiram o título no jogo deste domingo.
"É o dia mais feliz da minha vida", afirmou a goleira Mayssa. "Eu estou anestesiada", disse a ponta Fernanda, que, junto com as colegas de seleção brasileira, chega ao país nesta terça-feira de manhã.
O técnico Morten Soubak chegou a dar uma bronca nas comandadas quando viu a vantagem de 16 a 11 se esvair na metade do segundo tempo. O placar chegou a 16 a 15. "Fui ríspido. Mas as jogadoras estão de parabéns", disse à Folha.
O treinador dinamarquês, porém, abandonou a frieza nórdica com o apito final. Ajoelhou-se em quadra e levou as mãos ao céu. "Tinha muito para agradecer".
Graças a Soubak, o Brasil se tornou o primeiro país sul-americano a erguer um troféu de campeão mundial.
Além disso, foi apenas a segunda vez que uma seleção de fora da Europa conquistou o título –a Coreia do Sul sagrou-se campeã em 1995.
EUROPA, A REFERÊNCIA
O domínio no esporte é da Europa, e a seleção teve de zarpar rumo ao continente para amadurecer.
Além da contratar Soubak para dirigir a equipe, em 2009, a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) firmou parceria com o Hÿpo No, tradicional clube austríaco, para servir de base nacional.
Das 16 jogadoras do elenco campeão mundial, seis defendem o Hÿpo, do qual Soubak também é o treinador.
O intercâmbio é considerado crucial na ascensão meteórica do Brasil. "A parceria ajudou muito porque o que faltava era competir com a melhores", disse o técnico.
De 15ª no Mundial de 2009, a seleção passou para 5ª dois anos depois. Nos Jogos Olímpicos de Londres, foi sexta.
"Estávamos há algum tempo tirando casquinha", resumiu Manoel Luiz de Oliveira, presidente da CBHb.
Com o título, cresce a pressão por resultado na Rio-16.
Como não tem patrocinadores privados, a entidade sobrevive com dinheiro público. Atualmente, recebe recursos do Ministério do Esporte, dos Correios e do Banco do Brasil, além da Lei Piva.
Para diminuir o abismo em relação à Europa, há planos de injetar R$ 3,6 milhões ano que vem nas ligas nacionais feminina e masculina.

















O que melhor aproveitou a chance. Correu, marcou, criou e ainda fez o seu gol. Foi elogiado por Felipão e garantiu seu lugar nas próximas convocações. Mostrou que pode jogar como volante, meia e até como um segundo atacante. A polêmica que o deixou fora das últimas listas já é passado.
Já havia mostrado seu potencial durante a disputa da Copa das Confederações. Diante dos australianos, teve a ingrata tarefa de substituir o artilheiro Fred. Foi bem e fez o que Felipão mais gosta em um centroavante: gols. Com a atuação, deu importante passo para estar no grupo que vai ao Mundial do ano que vem.
O ex-jogador do Atlético-MG aproveitou a chance e infernizou a defesa australiana. Participou dos dois primeiros gols e teve rápido entrosamento com Maicon. Depois de ganhar elogios na Copa das Confederações, mostrou que pode ser importante. Já passou Lucas, seu concorrente direto por uma vaga no time.
Convocado para o amistoso contra a Suíça, Maxwell voltou a ser chamado. Contra a Austrália, atuou por 45 minutos e deu passe para o gol de Ramires. Na próxima terça, será titular contra Portugal e poderá provar que merece estar no grupo. Concorre a uma vaga com Filipe Luis, do Atlético de Madri, e Adriano, do Barcelona.
O atacante do Corinthians entrou na vaga de Jô no segundo tempo e também deixou a sua marca. Corre por fora por uma vaga no Mundial, mas aproveitou a chance e mostrou faro de gol. Neste ano, pelo Corinthians, já superou o número de partidas dos últimos anos e parece ter superado o histórico de lesões.


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