Tite deixa o Corinthians como único a conquistar todos os títulos possíveis
Dizer que Tite ganhou tudo não é um eufemismo. Com a passagem pelo Corinthians, o técnico que se despede do clube neste sábado conseguiu uma galeria inédita entre seus colegas. Campeão de tudo, ele é o único técnico brasileiro em atividade que conquistou todas as taças possíveis no comando de um clube do país.
"Em duas expressões. P.. que o p...! Em termos profissionais, em uma linguagem rebuscada, um momento mágico. O PQP é a primeira coisa que falo quando sai um negócio legal. Três anos do jeito que foi, até quando não conquistou, é um reconhecimento fora do padrão", disse Tite, feliz da vida ao relembrar o êxito no clube.
Pelo Corinthians, Tite venceu Estadual, Brasileiro, Libertadores, Recopa e Mundial de Clubes. Pelo Inter, em 2009, levantou a Sul-Americana. No Grêmio, em 2002, ele foi campeão da Copa do Brasil.
Nomes como Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho, Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo outros não chegaram a tantos lugares como Tite. Falta a Felipão, por exemplo, uma conquista no Mundial, já que ele perdeu duas decisões com Grêmio e Palmeiras.
Muricy tem o mesmo problema e, de quebra, também não ganhou a Copa do Brasil. São quatro Brasileiros, uma Copa Conmebol em 1994 (equivalente à Sul-Americana), vários Estaduais e até a Recopa. Na chance que teve de conquistar o mundo, porém, viu seu Santos levar 4 a 0 do Barcelona.
Abel Braga ganhou o Mundial, mas nunca venceu Brasileiro ou Copa do Brasil. Luxemburgo vive a situação inversa, e ganhou tudo no âmbito nacional, mas não triunfou na Libertadores.
Se considerarmos técnicos já falecidos, Lula e Telê Santana rivalizam com Tite. O primeiro ganhou, com o Santos, cinco Taças Brasil (equivalentes ao Brasileiro na época), oito Paulistas, duas Libertadores e dois Mundiais. Faltaria a ele a Copa do Brasil, mas o torneio à época ainda não existia, assim como uma competição continental de segunda linha.
Já o ídolo são-paulino, bi-mundial e da Libertadores e tricampeão brasileiro, só não venceu a Copa do Brasil, que chegou a disputar em seus últimos anos de carreira. Não peça a Tite, no entanto, para repetir todo esse périplo.
"Já falei. Não busquem o Tite por causa de uma fórmula mágica. Aqui ele teve direção, grupo de jogadores, qualificação profissional e momento mágico", disse o treinador, em sua última entrevista coletiva no clube.

O que melhor aproveitou a chance. Correu, marcou, criou e ainda fez o seu gol. Foi elogiado por Felipão e garantiu seu lugar nas próximas convocações. Mostrou que pode jogar como volante, meia e até como um segundo atacante. A polêmica que o deixou fora das últimas listas já é passado.
Já havia mostrado seu potencial durante a disputa da Copa das Confederações. Diante dos australianos, teve a ingrata tarefa de substituir o artilheiro Fred. Foi bem e fez o que Felipão mais gosta em um centroavante: gols. Com a atuação, deu importante passo para estar no grupo que vai ao Mundial do ano que vem.
O ex-jogador do Atlético-MG aproveitou a chance e infernizou a defesa australiana. Participou dos dois primeiros gols e teve rápido entrosamento com Maicon. Depois de ganhar elogios na Copa das Confederações, mostrou que pode ser importante. Já passou Lucas, seu concorrente direto por uma vaga no time.
Convocado para o amistoso contra a Suíça, Maxwell voltou a ser chamado. Contra a Austrália, atuou por 45 minutos e deu passe para o gol de Ramires. Na próxima terça, será titular contra Portugal e poderá provar que merece estar no grupo. Concorre a uma vaga com Filipe Luis, do Atlético de Madri, e Adriano, do Barcelona.
O atacante do Corinthians entrou na vaga de Jô no segundo tempo e também deixou a sua marca. Corre por fora por uma vaga no Mundial, mas aproveitou a chance e mostrou faro de gol. Neste ano, pelo Corinthians, já superou o número de partidas dos últimos anos e parece ter superado o histórico de lesões.


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